RB na História

O surgimento da Polícia Federal

Quis custodiet ipsos custodes? Essa frase em latim do escritor Juvenal, que pode ser traduzida como “quem vigia os vigilantes?” é a dúvida que paira sobre os governos desde sempre. Com poderes semidivinos, as autoridades colocam-se sobre a lei e determinam o destino da nação muitas vezes colocando seus interesses pessoais acima do coletivo – até o surgimento de uma força policial específica.

A Polícia Federal, de certa forma, tem sua origem ainda no Império do Brasil, em 1808, pelas mãos de D. João VI. Ele criou a chamada Intendência-Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil, um modelo de institucionalização europeu que conseguiu separar, técnica e politicamente, as funções policial e judicial. Tendo Paulo Fernandes Viana como seu primeiro intendente, o serviço era um pouco diferente do de hoje. Expedição de alvarás de botequins e mendicâncias (licença para mendigar), registro do expediente de escravos e calabouços e limpeza e cuidado de ruas e calçadas seriam atribuições dessa época.


Mas quantas vagas teve nessa primeira “Polícia Federal?

Isso sempre chama a atenção em qualquer história, afinal, Concurseiro(a), você já lê se teleportando para o século 19 com o bolachão no peito e a vontade de defender o estado. Além da vaga do primeiro intendente, Paulo Viana, havia mais três vagas de oficiais, uma vaga de oficial-maior, uma de praticante (porteiro). Além desses, havia também a figura de alcaide (uma espécie de oficial de justiça), que possuía sob sua tutela um escrivão e dez meirinhos (auxiliar).

A pergunta que fica é: e se o concurso para a Intendência-Geral fosse hoje, você estaria preparado?

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